Compositores de Itu

 

Padre Jesuíno do Monte Carmelo
O santista Padre Jesuíno do Monte Carmelo (1764-1819) é um dos maiores artistas do período colonial na Capitania de São Paulo. Viveu em Itu desde os 17 anos. Sua obra tem sido estudada por especialistas em diversas áreas, em universidades, cada vez mais caracterizando o caráter inventivo e peculiar da obra do padre mulato. Foi pintor, escultor, arquiteto, construtor, compositor, intérprete, mestre de capela e cantor, além das atividades de um fac totum da igreja.
No campo da música, escreveu obra sacra, recuperada, nos anos de 1960, pelo Prof. Regis Duprat. Destacam-se as Matinas do Menino Deus e a Ladainha em Sol menor.

 

Miguel Dutra
Mais conhecido como artista plástico, o compositor Miguel Dutra (1810-1875) nasceu em Itu e morreu em Piracicaba. Escreveu música sacra e música de salão, além de alguns hinos comemorativos. Sua obra, até 2010 desconhecida em Itu, revela uma extraordinária e inesperada qualidade composicional, provavelmente inspirada no trabalho de seu mestre, Frei José de Santa Delfina.

 

Elias Álvares Lobo
Importante compositor e regente, Elias Lobo nasceu em Itu, em 1834, e ainda criança ficou órfão. Começou a estudar música na banda da cidade e iniciou-se compondo música para a igreja e para festas de salão. Posteriormente ele estudou em São Paulo e no Rio de Janeiro com o compositor do Hino Nacional Brasileiro, Francisco Manuel da Silva.
Em 1858 escreveu a ópera “A noite de São João”, considerada a primeira ópera escrita e estreada no Brasil.
Viveu em Itatiba, Campinas e São Paulo. Durante cinqüenta anos Elias Álvares Lobo compôs quinze Missas, toda a Semana Santa, duas Óperas, centenas de pequenas peças profanas, para piano e canto, além de dobrados para as bandas. Além da famosa composição “A Noite de São João”, escreveu ‘A Louca’ e muita modinha.

 

José Mariano da Costa Lobo
Filho de Joaquim Mariano da Costa e Umbelina Lobo de Albertim, Zezinho Mariano (1857-1892) teve a ventura de estudar música com seus tios Elias Álvares Lobo e Tristão Mariano da Costa, tornando-se um prodigioso compositor aos dezenove anos. Exerceu a atividade de Mestre de Capela em Itu por uma década, tempo em que compôs música sacra. Foi também atuante na música marcial e nos conjuntos que promoviam saraus nas casas da elite ituana.
Suas peças conhecidas são executadas durante a Procissão de Passos, na Semana Santa, os Motetes, especialmente escritos para a cerimônia. José Mariano da Costa Lobo foi o primeiro organista do órgão Cavaille-cóll da Matriz de Itu.
Morreu precocemente na epidemia de Febre Amarela em maio de 1892. Deixou filhos, entre eles o músico Humberto Costa

 

Tristão Mariano da Costa
O professor, compositor, vereador e escritor Tristão Mariano da Costa (1846-1908) nasceu e morreu em Itu. Foi Mestre de Capela a partir de 1872. Compôs oito missas e dezenas de motetes sacros. Manteve uma banda, orquestra e coro paroquial. Educou duas gerações de músicos ituanos, cidade da qual foi a principal liderança musical nas décadas de 1870 e 1900. Trabalhou como professor em seu Externato e no Colégio São Luiz. Foi casado com a cantora Maria Augusta da Costa. Destacam-se suas Matinas de 4ª feira santa e a Missa nº 04, dedicada à Imaculada Conceição.
Dedicou-se também ao estudo da obra de compositores ituanos dos séculos XVIII e XIX.

 

Tristão Mariano da Costa Júnior
Tristão Mariano da Costa Júnior (1880-1935), foi um dos maiores compositores ituanos no século XX. Filho do Maestro Tristão Mariano da Costa e da cantora Maria Augusta da Costa, e sobrinho do compositor Elias Lobo, seguiu os passos da sua família de compositores. Escreveu, sobretudo, música de seresta (valsas, tangos, schottischs e polcas).
Tristão Júnior dedicou-se também ao magistério. Foi professor de Música no Colégio São Luís, no Instituto Borges e no Ginásio do Estado (Escola Regente Feijó). Tornou-se uma referência no ambiente artístico ituano, seja como compositor, como seresteiro ou como mestre de capela da Igreja Matriz. Foi casado com Esther Sampaio e faleceu aos 55 anos, deixando uma filha, Maria José, que vive no Rio de Janeiro.